Publicado em Vivências em Dublin e arredores

Festa do 7 de Setembro da Embaixada do Brasil em Dublin

Diretor da UCD com o Embaixador do Brasil em Dublin e esposa.
Diretor da UCD com o Embaixador do Brasil em Dublin e esposa.
Quando se festeja o 7 de Setembro com um maravilhoso recital como o desse ano com o pianista Alberto Heller, a gente sente o coração bater mais forte e feliz de estar  mostrando um Brasil de grandes artistas.

A idéia é essa, sempre mostrar o que temos de melhor no Brasil.

Esse ano a Embaixada contou com várias apoios e a UCD foi de grande ajuda oferecendo o lindo teatro da universidade.

E foi a companhia de teatro Ludens de S.Paulo  quem  trouxe o pianista e compositor Alberto Heller para Dublin.

Com a ajuda de todos a Embaixada do Brasil em Dublin viabilizou esse magnífico recital.

Alberto Heller além de pianista é também escritor e compositor apresentou lindos poemas e composições de sua autoria.

Publicado em Café com Letras em Dublin, Vivências em Dublin e arredores

Pianista Alberto Heller

Entrevistar Alberto Heller, além do prazer, foi um aprendizado enriquecedor com cada resposta.

Acabei fazendo duas entrevistas uma para esse vídeo e outra para a Brazilian Hour na radio FM 93.9.

As mesmas perguntas e Alberto sempre agregando importantes detalhes. A palavra fácil do professor aliada ao conhecimento e enorme talento musical, acabaram entrelaçando as entrevistas e mais ainda com o  recital que  apresentou aqui em Dublin.

Todos adoraram e se surpreenderam com as composições de sua autoria em que Alberto ligou as músicas com poemas também assinados por êle.

Um belo trabalho, com excelente resultado!

Alberto, de origem Argentina, cresceu no Brasil onde desenvolveu todo seu talento musical.

Professor de música em Florianópolis, tocou com maestria Heitor Villa Lobos, Astor Piazzola , músicas de autoria própria assim como um chorinho de Nazaré.

O 7 de Setembro foi muito bem representado.

Agradecimentos para a Embaixada do Brasil em Dublin e ao Embaixador Afonso Cardoso, assim como a Luden, companhia de teatro em S.Paulo que proporcionou a vinda de Alberto, assim como a UCD, University College Dublin que ofereceu o teatro da Universidade para o recital.

Publicado em Vivências em Dublin e arredores

Um projeto criativo: “Coma lá em Casa”

Esse foi dos projetos mais difíceis e, ao mesmo tempo, prazeirosos para editar.

Amadureci muiiiito tempo…Gravei essa entrevista quando o casal nos visitou em fevereiro deste ano.

Acho o projeto bárbaro, admiro demais o casal, mas falar de filhos com isenção…é complicado.

Como tudo tem um “porém”, acho que o projeto em si supera as razões sentimentais e justifica, com sobra, documentar em vídeo o trabalho que esse jovem casal vem realizando.

Esdras Nogueira é músico, saxofonista.

Toca na Banda “Móveis Coloniais de Acajú”, que já conquistou um espaço no mercado brasileiro.

Esdras tem também um projeto solo . Acaba de gravar um cd com músicas de Hermeto Pascoal : O CAPIVARA.  E toca com inúmeros músicos em outros projetos.

Mariana é interprete, faz tradução simultânea do inglês e espanhol. Ah, sim, …é também minha filha.

Casados há quase 5 anos, agora, têm em comum o hobby da cozinha.

Foi um namoro que começou em torno de conversas gastronômicas e culminou com o primeiro presente de noivado. Ao invés do tradicional solitário…foi uma panela de fazer arroz elétrica.

Para mim também sempre foram mais importantes as ferramentas de trabalho…

Quando puderam, reformaram o apartamento e fizeram da cozinha a vedete da casa: a cozinha dos seus sonhos, o centro de interesse do seu dia a dia.

Ali recebem os velhos e novos amigos num ambiente alegre e cheio de aromas.

Não é muito grande, mas o suficiente para dividirem criatividade com a paixão pela cozinha.

O Coma lá em Casa já é um sucesso, razão de inúmeras reportagens , palestras e participação em projetos super interessantes.

Apesar de trabalharem muito nas suas profissões (Esdras viaja muito com a banda , a profissão de interprete é também bem exaustiva), encontram espaço para esse projeto conjunto.

O tempo livre usam integralmente para a cozinha. É a atividade a dois que cria uma cumplicidade infinita.

Sem uma formação de “CHEFES”, dedicam um esforço muito maior para superarem as dificuldades desse aprendizado, lendo e se informando a fundo com muita disciplina.

Como eles próprios dizem, são “verdadeiros nerds da cozinha”!

Fazem todos os cursos que aparecem, compram todos os livros, mas sem esquecer do PRAZER que é o condimento fundamental da relação a dois e também da gastronomia.

Paralelo ao “Coma lá em casa”, começaram o “Coma no Jardim” em que podem receber um número maior de pessoas, com um cardápio leve para ser apreciado em clima de picnic , enquanto a descontração abre portas para a amizade cheia de sabores . Uma parceria com o arquiteto e amigo que idealizou a cozinha deles e tem na sua casa um lindo jardim, Gustavo Goes e esposa.

Publicado em Brasil

Subindo o Morro da Babilônia, Primeira unidade pacificada

Visitar o morro da Babilônia no Leme, há muito também fazia parte dos meus projetos que o tempo e a oportunidade iam sempre postergando.
A parte histórica me diz que nos idos de 1915 havia apenas sítios e chácaras no alto do morro. Aos poucos os morros da Babilônia e do Chapéu do Leme, começaram a ser ocupados de baixo para cima de maneira bem precária na encosta do morro e com os problemas crescentes que todos conhecemos.
Em 2009 foi instalada a primeira unidade pacificadora e hoje essa comunidade vive em paz e já começa a se organizar e ganhar força. Atualmente a Babilônia e o Chapéu da Mangueira contam com cerca de 7.000 habitantes, sendo que 80% desse pessoal vive ali há mais de 20 anos.
Subindo o morro lentamente, não posso deixar de pensar nos perigos da Favela de que crescemos ouvindo falar. A calma do nosso guia e amigo, o português João Chaves que vive há 4 anos no Chapéu do Leme, em nada se parece com os filmes que estamos sempre vendo.
Tudo parece devidamente organizado dentro de um estilo de vida que, para mim, só exige um melhor preparo físico…urr . As pessoas transitam tranquilamente e os caminhos feitos depois da pacificação são ótimos. Pode se ver o desafio do saneamento básico resolvido por onde se passa. E a limpeza é bem razoável,com caçambas coletivas em lugares estratégicos para recolher o lixo.
Sem dúvida, o estilo de vida requer boas pernas e bons braços. Tudo sobe na mão a partir de determinados pontos onde as estradas acabam e só existem escadas, boas, largas e bem construídas, mas escadas… Não há como não encarar longas escadas, para qualquer lado.
Móveis, sacos de material de construção sobem no estilo medieval, ou seja, nas costas.
Mas na vida tudo é hábito e as pessoas vivem felizes nas suas casas e as crianças brincam na rua, longe dos computadores…
Na Babilônia, pelo menos, não se vêem casas mal construídas de madeira, que mal se equilibram na beirada do morro. Nem todas são bem acabadas, mas todas tem alicerces e tijolo.
Surpresa e alegria de ver que tudo pode melhorar. Uma questão de decisão e união.
Se tiver pernas para voltar daqui a mais alguns anos, certamente vou me deparar com uma Santa Tereza.
O número de Guesthouses é crescente e se populariza. Restaurantes se tornam famosos e atraem muitos turistas. O Bar do Alto e o Bar do David são dois exemplos que pude conhecer.
Os artistas descobrem esse reduto e, no meio do nada, nos deparamos com uma belíssima Galeria de Arte. Que surpresa incrível! Exposição de fotos de Pedro Lobo com curadoria de Miguel do Rio Branco!!! Vale a pena olhar o site e descobrir como se chega lá.
http://www.1500babilonia.com
Existem muitos outros projetos funcionando que não pude visitar dessa vez, mas que testam formas para melhorar a qualidade de vida desse núcleo habitacional ,como a “Favela Orgânica”de Regina Tchelly que certamente merece uma visita especial.
As pessoas já estão motivadas e encontramos várias hortinhas “suspensas nos Jardins da Babilônia”.
As Favelas pacificadas já são uma realidade e tema de estudo para antropólogos de outros mundos, como o americano Miguel Angelini que nos deu um pequeno depoimento.
Terminamos o passeio comendo maravilhosamente bem no Bar do David, que já virou uma lenda no bairro e atração turística. A costelinha do David é dos deuses!!!

Dividi em 2 videos, mas o primeiro não consegui recortar mais sem desvirtualizar…
Valeu, vou voltar enquanto minhas pernas aguentam…kkk.

Publicado em Brasil

Feira de São Cristovão – Brasil pé de Serra

Brasil Pé de Serra – Feira de São Cristovão

Nessa ultima fugida ao Rio de Janeiro matei vários desejos que cultivava e nunca conseguira encontrar o tempo de experimentar.
Dessa vez fui à Feira de São Cristovão no Rio de Janeiro.
Para quem não sabe é o reduto do Brasil nordestino no Rio de Janeiro.
Aí encontramos todos os produtos que matam a saudade dos nossos irmãos nordestinos. Rendas, bordados, comidas e tudo que se pode desejar desse pedaço importante de nossa terra e da gente. Adoro tudo!
A música, como em tudo no Brasil, está presente o tempo inteiro.
Vários palcos e pequenos cafés animam a feira com música e dança sem parar. Um show de autenticidade e descontração.
Me diverti e curti tudo. Uma lição de história e cultura popular.
É um Brasil ainda mais puro que aprecia suas comidas e libera seus sentimentos no embalo da música e das comidas típicas da sua memória. Aqui o que poderia ser fantasia vira pura realidade.
Agradeço a meus amigos Angela e Marcio que me acompanharam nessa descoberta..

Publicado em Vivências em Dublin e arredores

As Caras do Brasil na Irlanda 4

As caras do Brasil na Irlanda

Continuo a série das “Caras do Brasil na Irlanda”, tema que me encanta e me enche de orgulho quando vejo brasileiros lutando e se impondo no exterior.
Hoje nossos olhos vão para Leonardo Bartoli, um jovem que veio para cá estudar inglês e acabou contratado como diretor de arte de uma empresa de publicidade.
A criatividade do brasileiro é algo que sempre aparece por onde passamos, talvez pelo olhar bem humorado da vida, talvez porque tenhamos que superar muitos medos e preconceitos.
Não importa: o fato é que nossos estudantes são sempre elogiados e os bons e que têm interesse acabam sendo pescados e valorizados.
Leonardo montou essa campanha para os DARTS em Dublin.
Está sendo um sucesso.
Para quem não sabe, DARTS são os trens que ligam Dublin às pequenas cidades ao redor onde moram muitas das pessoas que trabalham em Dublin.
Basicamente é redespertar as pessoas para algo antigo: a gentileza dos pequenos gestos, como levantar e ceder o lugar para os mais velhos, grávidas e crianças. Hábito dos antigos e que precisa ser cultivado pelas novas gerações.
A campanha está pegando.
Desejamos o maior sucesso para o nosso jovem brasileiro e que a campanha corra o mundo e chegue rapidamente no nosso Brasil. Afinal, como sabemos, “GENTILEZA GERA GENTILEZA”!

Solange Escosteguy – Dublin julho de 2015

Publicado em Uncategorized

Estudantes brasileiros na WITd

Um ano passou correndo. Estamos em março de 2015.

Faz 1 ano que visitamos a WIT em Waterford. É a época em que os estudantes organizam a festa de Carnaval.

O espírito brasileiro toma conta da Universidade e alunos de outras nacionalidades, professores e brasileiros se misturam no clima de festa brasileira.

Um ano passou e lembramos que havia um punhado de estudantes brasileiros. Hoje já são mais de 200 estudantes do Programa Ciência sem Fronteiras.

Um sucesso que reflete o interesse da WIT em atender bem os nossos estudantes sempre felizes com a experiência na Irlanda.

O Embaixador do Brasil, Afonso Cardoso, cumprindo a sua rotina,  visita sempre as Universidades que  recebem os alunos do CSF. Uma vez mais acompanhou o sucesso do programa e o bom resultado de nossos alunos.

E eu, na retaguarda, fotografando e documentando esses eventos, para mim, da maior importância e sempre prazeirosos.

Dessa vez usei  as  excelentes fotos do fotógrafo da WIT, Brownes Photography .Obrigada!

Eu fiz a edição do video.