Publicado em Café com Letras

Nossos músicos da Bossa que é eternamente Nova

Uma amostrinha para deixar todo mundo com água na boca.

Venham com toda a Bossa, mas não esqueçam de fazer suas inscrições no

cafecomletrastoronto@gmail.com

Atenção porque está quase esgotado.

 

 

Publicado em Toronto

Se essa rua fosse minha

Convido a todos para o Musical infantil: “Se essa rua fosse minha”.

Uma produção de Marisa Oliveira e Valter Barberini e Direção de Barbara de la Fuente.

O consulado Geral do Brasil apoiou e incentivou esse lindo projeto para nossos brasileirinhos, mas também para os grandinhos se divertirem.

O desenho do convite foi um oferecimento do nosso ilustrador Jô de Oliveira que há pouco tempo esteve em Toronto fazendo workshop com nossas crianças.

Espero vocês lá.

 

Publicado em Café com Letras

A Bossa que é eternamente Nova

 

Uma pequena amostra do que vai ser o sarau que nossos músicos, Fabio, Leandro e Henrique,  preparam para o Café com Letras do dia 5 de dezembro às 18.30h no Restaurante Cajú.

Façam suas inscrições no email:

cafecomletrastoronto@gmail.com

Vamos deixar só cadeiras para recebermos mais amigos no ultimo encontro do ano.

Lá estaremos esperando por vocês para desejar também felizes festas e um 2013 pleno de energia para todos nós.

Publicado em Café com Letras

“Oportunidades de investimento” Maurício Dreher

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A conversa com Maurício implicou um desafio novo para a tradição que cultivo de incluir, ao começo de nossas sessões, uns tantos versos de nossos poetas.

Dinheiro e poesia raras vezes frequentam as mesmas rodas. Para dizer a verdade, são muitas as acusações de que a riqueza e o dinheiro são inimigos da poesia

Foi difícil, apelei para meu coronel e só nos ocorreu um poema ,

as palavras de mágoa e despeito de Noel Rosa, assomado de uma consciência positivista, para a namorada que o deixava:

“Vai orgulhosa querida

mas aprende essa lição,

no câmbio infecto da vida,

a libra sempre foi o coração”.

Libras, euros, reais ou dólares, os caraminguás afinal podem e devem servir também para alimentar sonhos, ou viabilizar a ousadia de criar e inovar.

Fiquemos portanto com essa componente do sonho para nossa poesia de hoje.

Mesmo e sobretudo do sonho que esteja fora do alcance de nossos braços e carteiras.

E sigamos com Manuel Bandeira, a saúde frágil, a alma ágil:

“Se me perguntares: queres ser estrela? queres ser rei?

Queres uma ilha do Pacífico? um bangalô em Copacabana?

Eu responderia: não quero nada disso, tretarca.

Eu só quero as três mulheres do sabonete Araxá.”

E ainda com Manuel seguimos pra Pasárgada, para ter – como dizia sempre – “a delícia de poder sentir as coisas mais simples:

“E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro bravo

Subirei em pau de sebo

Tomarei banhos de mar!”

Depois de tantos preambulos tivemos a palestra de Maurício Dreher recheada de boas informações de investimentos no Canadá.

Aprendi um pouco, o suficiente para me dar conta que o Canadá é cheio de peculiaridades , muito menos linear do que a nossa caderneta de poupança e que é preciso um adviser para nos aconselhar e nos mostrar as enormes diferenças de mercado daqui.

Obrigada, Maurício por seus ensinamentos e esclarecimentos. A palestra agradou a todos, os de maior e menor conhecimento no assunto: o que significa muito.

Obrigada às minhas voluntárias:

Raquel Teixeira e Rita Cassia na recepção;

Minhas fotógrafas do dia: Denise Andreadis e Vera Custodio

Minha designer para os convites: Carol Leães

Mario e sua equipe incansáveis que fazem o café um evento agradável e gostoso.

Aos premios que recebemos para sorteio:

Guiomar Campbell – Tratamento de Shiatsu e acumpuntura

Sessão de fotos de Denise Coelho

Cêsta de Natal do Maurício Dreher

Ingresso para feijoada do Pastor José Fernandes

Massagem com a Flavia Gusmão

Um pão delicia da Terezinha Borges

Um jantar no Cajú

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Tititi do Café com Inês Gandolfo

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Poema das Sete faces

Drumond

Desta vez foi difícil escolher o poema com que tradicionalmente abro nossas conversas e introduzo o tema do dia.

Não falta literatura, prosa e verso, sobre as drogas, incluídos os quotidianos álcool e o tabaco, e nossa relação, não raro ambígua, com elas.

Felipe Fortuna, um dos nossos bons jovens poetas, observa, com propriedade, no seu blog Cronópios:

“As drogas […] não servem apenas aos projetos de fuga da realidade ou de alheamento: na literatura, têm fortalecido convicções e contribuído para encontrar o foco preciso. A literatura ensina a ver com outros olhos tanto os “paraísos artificiais” quanto “a paisagem zero”, com promessas de muitas recaídas.”

 

Um dos grandes poemas no primeiro livro de Carlos Drummond de Andrade, o conhecidíssimo Poema das Sete Faces, é um belo exemplo:

 

“Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.”