Publicado em Toronto

Da minha janela

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Gosto de fotografar e escrever sobre o que vejo da minha janela. É um exercício que faço há muito tempo.

Desta vez mandei para uns amigos uma foto com o que via daqui e vieram muitas respostas que se somaram e vieram enriquecer minhas elocubrações. Por isso resolvi incorporá-los.

Escrevia eu:

As minhas janelas sempre me oferecem visões inusitadas. Desta vez posso não ter carnaval, nem fogos para ver aqui de Toronto, mas meus olhos se surpreendem com uma exposição de esculturas em gelo…só mesmo o Canadá para me oferecer essa visão!!!

Tudo sendo montado bem embaixo do meu nariz, no palco de muitos acontecimentos aqui na cidade.

Beijos da Solange

E minha amiga Celminha me escreveu:

“É isso mesmo, visões…nada mais rico no mundo do as visões, realidades que só a imaginaçâo, aliada ao fenômeno realidade pode perceber. Às vezes algo acontece não embaixo da nossa janela, mas do nosso nariz e nós não percebemos, apesar de ver. Olha, mas não sente como sonâmbulos da vida.”

Luiz também mandou seu recado:

“Esta é uma das vantagens de rodarmos este mundão e vermos coisas que nao teriamos a oportunidade se estivessemos confortavelmente sentados na nossa poltrona na cidade em que nascemos. Há muitos argumentos contra esta nossa vida cigana, mas certamente muitos outros a favor. Resta-nos vive-la para termos nosso proprio julgamento.”

Eu sou das que acham que tudo vale a pena e trato de aproveitar todos os bons momentos com os olhos bem abertos…Meu pai já dizia: “todo poeta é um atento”.

Não tenho essa pretensão até porque não sou poeta e peco muito nas minhas desatenções. Muita coisa me escapa e a memória teima em não guardar. Mas adoro acreditar na minha falsa atenção ou meu falso brilhante…

Na fotografia apreendi que tudo é uma questão de ângulo…, cada um tem seu ângulo de visao. Curiosamente para o tênis também os ângulos são muito importantes. É uma visao geométrica da quadra em que a bolinha tem que alcançar os pontos mais difíceis para o adversário. Ganha quem melhor consegue perceber essa visao do contra-pé.

Essa geometria ou anti-geometria esta presente tambérm no meu  trabalho de arte.

É preciso ter um olho muito doido para encontrar geometria e assimetria nos pontos que giram em torno de nós mesmos, embaixo do nosso nariz. E concluo:

tudo é vivencia, depende do ângulo em que vemos a bolinha…

Autor:

Visual artist and cultural activist

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