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Da minha janela 3

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Rebate falso.

A primavera pensou que era Primeiro de Abril e quando abri a janela essa manhã…tudo branquinho!!!!

Neva prá valer, o inverno esqueceu de dizer adeus… Enganou até o bar que continuava com as luzes acesas a espera dos corajosos clientes canadenses.

“A primavera está para vocês como um convidado importante para a festa. Chega, mas nunca será o primeiro! Enquanto isto, aproveitem a brancura! Bjs Angela”

Adorei teu comentário, Angela. Acho que resumiu tudo.

Aproveitemos , pois, essa linda nevasca, ultima do inverno ou primeira da primavera???

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Sonhando na minha janela

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E eis que a primavera dá sinais de sua graça. Um dia 13 positivos, outro de 0 grau, torna a subir mais um pouco e depois neva,uiiiiii. E assim o tempo flutua nos surpreendendo com céus azuis e frios cinzentos.

Nota-se claramente que o ânimo das pessoas está mudando e a cidade já se move em outro compasso.

As crianças brincam na rua, a grande pedra na frente do nosso edifício já habita o sonho das crianças e até as mamães se entusiasmam e a “escalam”, em busca de novas aventuras.

As barraquinhas  nas ruas, já dão o ar de sua graça. As lojas crescem para as calçadas convidando as pessoas à renovação.

Os balões trepidam alegres nas ruas dando um ar de festa.

As vitrines coloridas dão o tom da primavera.

Os músicos já começam a alegrar as ruas de Toronto e consigo ouvir da minha janela o som dos tambores que contaminam os passantes.

Os bares abrem seus terraços e os canadenses mais destemidos já ocupam suas mesas.

Eu ainda preciso de um pouco mais de sol para esquentar a alma..mas breve estarei como êles, aproveitando ao máximo o ar puro, longe dos condicionados e refrigerados.

E aí fico pensando:

paises como o nosso “são abençoados por Deus e bonito por natureza”, como diz a musica do nosso Jorge Ben. Contamos com uma das maiores redes de hidrelétricas .

Nos dias de hoje contar com mais 60% de energia renovável e depender em menos de 4% de energia nuclear, são dados para serem muito valorizados.

Não temos terremotos, tsunamis ou guerras.

Nossas catástrofes são na maior parte das vêzes agravadas por desleixo político, falta de educação ambiental e,também, menor poder econômico. É claro que o dinheiro faz toda diferença, mas poucos recursos bem direcionados podem fazer uma diferença maior ainda.

Para fechar, viva o otimismo do brasileiro, um bem só nosso. Sabemos que não somos mais o país do futuro: como andam dizendo por aí, o futuro já chegou.

E ainda bato no peito, viva “nois”.

E continuo sonhando na minha janela…

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Museu McMichael

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Recomendo:

O Museu McMichael, é um lindo passeio para um final de semana. Um pouco fora da cidade, cerca de 40 minutos do centro de Toronto, fica localizado em um parque muito bem cuidado. Estive lá no verão , no outono e no inverno e é igualmente bonito apesar de agora o parque estar em obras, provavelmente se preparando para a primavera.

Esse Museu é famoso porque abriga a maior coleção do “Group of Seven”. Esse grupo fez a primeira exposição em 1920, 90 anos atrás e a grande fonte de inspiração desses artistas que queriam formar um movimento canadense de arte, foi a bela paisagem do Canadá, Quebec e os Lagos de Ontário.

Era preciso criar uma identidade para o pais e algo que os diferenciasse da pintura européia. O grande mentor desse grupo foi Tom Thompson que na verdade morreu antes da primeira exposição do Grupo. Os Sete, na verdade eram nove ou mais com os diversos adeptos.

Na primeira exposição participaram:

  • Franklin Carmichael
  • Lawren S. Harris
  • Alexander Young Jackson
  • Arthur Lismer
  • J.E.H, MacDonald
  • Frederick Horsman Varley
  • Alfred Joseph Casson
  • Lionel LeMoine Fitzgerald
  • Edwuin Holgate

Vale a pena conhecê-los porque fazem parte da história do Canadá.

Mas o Museu também oferece exposições temporárias e neste momento há 2 para ver bem interessantes. Uma é sobre Marilyn Monroe. Passados 50 anos de sua morte se tornou um ícone tão popular como Mickey Mouse ou o Pato Donald. Vários artistas da Pop Art como Andy Warhol a retrataram e continuam a fazê-lo. Foi fotografada por grandes nomes como Bresson, famoso jornalista que fixou momentos de Marilyn longe dos holofotes, mostrando seu lado menos exuberante e mais real, incluindo suas solidões. Sua imagem pública se tornou a musa de vários artistas, um símbolo de sexualidade.

A outra exposição é igualmente interessante e agradável de se ver porque mexe com muitas memórias que nos seguiram ao longo dos anos.

O famoso pintor americano Norman Rockwell tem suas pinturas expostas lado a lado com o fotógrafo Kevin Rivol que procurou captar as mesmas cenas do cotidiano pintadas por Norman e fotografá-las na atualidade, mostrando que a cultura e os hábitos americanos não mudaram tanto com o passar dos anos. Muito interessante o conjunto e, em particular,a série do pintor que retrata “ The four freedoms”nos Estados Unidos, estão também fotografadas por Kevin:a liberdade de escolha, pensamento, religião e do medo. Esta ultima não está exposta.

A grande curiosidade da exposição é que nos trabalhos de Norman Rockwell , muito conhecidos e populares, nos acostumamos a reconhecer a realidade americana em inúmeras propagandas, calendários ou reproduções.

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Da minha janela

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Gosto de fotografar e escrever sobre o que vejo da minha janela. É um exercício que faço há muito tempo.

Desta vez mandei para uns amigos uma foto com o que via daqui e vieram muitas respostas que se somaram e vieram enriquecer minhas elocubrações. Por isso resolvi incorporá-los.

Escrevia eu:

As minhas janelas sempre me oferecem visões inusitadas. Desta vez posso não ter carnaval, nem fogos para ver aqui de Toronto, mas meus olhos se surpreendem com uma exposição de esculturas em gelo…só mesmo o Canadá para me oferecer essa visão!!!

Tudo sendo montado bem embaixo do meu nariz, no palco de muitos acontecimentos aqui na cidade.

Beijos da Solange

E minha amiga Celminha me escreveu:

“É isso mesmo, visões…nada mais rico no mundo do as visões, realidades que só a imaginaçâo, aliada ao fenômeno realidade pode perceber. Às vezes algo acontece não embaixo da nossa janela, mas do nosso nariz e nós não percebemos, apesar de ver. Olha, mas não sente como sonâmbulos da vida.”

Luiz também mandou seu recado:

“Esta é uma das vantagens de rodarmos este mundão e vermos coisas que nao teriamos a oportunidade se estivessemos confortavelmente sentados na nossa poltrona na cidade em que nascemos. Há muitos argumentos contra esta nossa vida cigana, mas certamente muitos outros a favor. Resta-nos vive-la para termos nosso proprio julgamento.”

Eu sou das que acham que tudo vale a pena e trato de aproveitar todos os bons momentos com os olhos bem abertos…Meu pai já dizia: “todo poeta é um atento”.

Não tenho essa pretensão até porque não sou poeta e peco muito nas minhas desatenções. Muita coisa me escapa e a memória teima em não guardar. Mas adoro acreditar na minha falsa atenção ou meu falso brilhante…

Na fotografia apreendi que tudo é uma questão de ângulo…, cada um tem seu ângulo de visao. Curiosamente para o tênis também os ângulos são muito importantes. É uma visao geométrica da quadra em que a bolinha tem que alcançar os pontos mais difíceis para o adversário. Ganha quem melhor consegue perceber essa visao do contra-pé.

Essa geometria ou anti-geometria esta presente tambérm no meu  trabalho de arte.

É preciso ter um olho muito doido para encontrar geometria e assimetria nos pontos que giram em torno de nós mesmos, embaixo do nosso nariz. E concluo:

tudo é vivencia, depende do ângulo em que vemos a bolinha…